Aparentemente "rent-seeking" é um termo, tive que pesquisar o que significava. Mas o ponto é válido.

Decidi salvar por que eu fiquei pensando bastante no penúltimo parágrafo. "Vá criar valor para os outros e não se preocupe com os retornos. Se você cria mais valor do que você consome, você é bem-vindo em qualquer comunidade bem operante". Será que é só isso mesmo? Eu queria acreditar que sim. Mas algo dentro de mim duvida disso.

Será que se você adotar uma postura de "criação de valor" pra definir "qualidade moral" de uma pessoa, você não acaba acidentalmente se tornando um sociopata no processo? Afinal, um sociopata pode ser muito bem-sucedido em criar valor para os outros, desde que isso esteja alinhado com seus próprios interesses. E como saber se os interesses dele estão alinhados com os interesses dos outros? É uma questão difícil de responder.

E se eu não quiser produzir algo "valioso" para o mercado atual? E se a minha produção de valor for em algo não necessariamente "valoroso" no escopo econômico vigente?

Sei lá, as vezes eu me pego questionando se não estamos confundindo "como sobreviver debaixo de um sistema que apesar de notoriamente falho, é o sistema que temos e nos acostumamos" com "como viver uma vida boa". Será que as pessoas só são "alguém" se "produzirem valor"?